Portas do Tableau Services Manager

Os processos e serviços que compõem o Tableau Services Manager (TSM) e o Tableau Server no Windows usam várias portas para se comunicar. Por padrão, a maioria dessas portas é atribuída (mapeada) dinamicamente de um intervalo de portas predefinido. As atribuições de portas são feitas para cada serviço ou processo na instalação. Você pode controlar as portas usadas de diferentes maneiras.

Um pequeno subconjunto de processos não usa o mapeamento dinâmico de portas e se comporta de maneira exclusiva. Para obter mais informações, consulte Portas que não estão mapeadas dinamicamente abaixo.

Observação: essa operação inclui etapas que talvez precisem ser executadas com a linha de comando do TSM. Para usar a CLI do TSM, é necessário ter acesso de administrador à linha de comando em um dos nós em sua instalação e credenciais de administrador do TSM para executar comandos do TSM.

Requisitos do firewall

Se você estiver executando um firewall no computador onde o Tableau Server será instalado, você precisará abrir as seguintes portas padrão para o tráfego do Tableau Server. Todos os números de porta, exceto 443 e 8850, podem ser alterados.

Porta TCP/UDP Usada por ... TIPO DE INSTALAÇÃO
Todos

Distribuída / Alta disponibilidade

80 TCP Gateway X  
443 TCP SSL. Quando o Tableau Server estiverconfigurado para SSL, o servidor de aplicativos redirecionará as solicitações para essa porta. Não altere essa porta. X  
8850 TCP Tableau Services Manager. Não altere essa porta. X  
8060 TCP Banco de dados do PostgreSQL. X  
8061 TCP Porta de verificação de backup do PostgreSQL X  
8000-9000 TCP Intervalo de portas reservado por padrão para mapeamento dinâmico de processos do Tableau   X
27000-27009 TCP Intervalo de portas usado pelo Tableau Server para serviço de Licenciamento. Esse intervalo deve estar aberto no nó que executa o serviço de Licenciamento e acessível por meio de outros nós. Por padrão, o nó inicial executa o serviço de Licenciamento. X  

Atribuição de porta

Há duas abordagens que você pode usar para a atribuição ou o mapeamento de portas no TSM:

  • Atribuição dinâmica de portas. Esse é o padrão e exige uma intervenção mínima do administrador.
  • Atribuição manual de porta. Esta opção exige que um administrador atribua individualmente cada porta.

Se você alterar as atribuições de porta e estiver executando um firewall local, consulte Configuração do firewall local .

Atribuição dinâmica de portas

Você pode controlar quais portas são usadas, alterando o intervalo de portas disponíveis para o processo de atribuição dinâmica. Fazer isso mantém a atribuição dinâmica de porta, mas restringe as portas que podem ser selecionadas. Com a atribuição dinâmica de portas ativa, ainda é possível atribuir portas para determinados processos manualmente. Esta abordagem permite atribuir portas específicas a processos específicos, deixando as outras para o mapeamento dinâmico. Usar o mapeamento dinâmico, com ou sem a atribuição individual de algumas portas, é a abordagem mais fácil e deve atender grande parte das necessidades da maioria dos clientes. As portas atribuídas dinamicamente são mantidas se a configuração do Tableau Server for exportada.

Por padrão, as portas são atribuídas para cada serviço ou processo de portas disponíveis entre 8000 e 9000. Essa atribuição é realizada quando os serviços são instalados pela primeira vez em um nó. Depois que o Tableau Server for inicializado, você poderá ver quais portas estão sendo usadas por quais serviços ou processos, executando este comando:

tsm topology list-ports

Se tiver um cluster com vários nós, as portas em todos os nós serão listadas.

Alteração do intervalo de portas

Para organizações com requisitos específicos para as portas em uso, a maneira mais fácil de controlar a atribuição é alterar o intervalo no qual as portas são dinamicamente selecionadas. É necessário fazer isso na instalação, especificando uma porta mínima e máxima para o intervalo no arquivo de configuração.

Observação: o tamanho mínimo permitido para o intervalo de portas dependerá da instalação do seu servidor e da quantidade de serviços ou processos em execução. Como uma prática recomendada geral, você não deve restringir muito o intervalo, pois a atribuição de porta é realizada com a seleção de portas aleatórias dentro do intervalo e, caso não permita um intervalo grande o suficiente, a seleção poderá não encontrar uma porta disponível.

Para limitar o intervalo no qual as portas disponíveis são selecionadas para portas entre 8300 e 8600, seu arquivo de configuração deve incluir uma entrada semelhante a esta:

"configKeys": {
"ports.range.min": "8300", "ports.range.max": "8600"
}

Desativação da atribuição dinâmica de portas

Se precisar de um controle de atribuição de portas maior do que o que pode ser obtido com uma combinação de restrição ao intervalo de portas e atribuição individual de portas, é possível desativar o mapeamento dinâmico de portas na configuração inicial do servidor. Desativar o mapeamento dinâmico de portas exige que você atribua manualmente cada porta para cada processo. Por isso, não recomendamos essa abordagem, a menos que você precise controlar todas as atribuições de porta.

Se você desabilitar o mapeamento de portas dinâmicas, deverá configurar a porta para cada processo em cada nó da instalação.

Para desativar o mapeamento dinâmico, o arquivo de configuração deve incluir uma entrada semelhante a esta:

"configKeys": {
"service.port_remapping.enabled": false
}

Importante: ao desativar as atribuições de porta dinâmica, o intervalo de portas do serviço de Licença não é incluído. Esse intervalo (27000-27009) deve estar aberto no nó que executa o serviço de Licença e deve ser acessível de outros nós. Por padrão, o nó inicial executa o serviço de Licenciamento.

Atribuição manual de porta

Você pode desativar completamente a atribuição automática de portas e atribuir uma porta para cada processo individualmente. Se fizer isso, você deverá atribuir uma porta para cada processo em todos os nós. É possível atribuir portas em um arquivo de configuração ao instalar os processos pela primeira vez ou após a instalação, usando um comando do TSM. Somente as portas atribuídas na instalação do processo são mantidas ao exportar a configuração do Tableau Server.

Você pode especificar portas individuais para processos específicos, com o mapeamento dinâmico ativado ou não. Você pode fazer isso se quiser que um processo utilize uma determinada porta ou se tiver desativado o mapeamento dinâmico. Há duas maneiras de especificar portas para os processos: durante ou após a instalação.

Configuração de portas durante a instalação

Recomendamos configurar a atribuição de porta durante o processo de instalação, conforme descrito aqui. Alterar portar depois da instalação é um processo mais complexo

Para configurar portas durante a instalação, crie um arquivo json que especifique sua configuração de porta. Esse processo é semelhante à definição de um intervalo de portas não padrão, mas em vez disso, você especifica uma determinada porta para um serviço ou processo específico. Se for atribuir portas específicas, esta abordagem será a forma mais robusta de fazer isso, pois o mapeamento de portas será mantido ao exportar a configuração e a topologia do servidor usando o comando tsm settings export.

Para definir as portas na instalação, adicione as informações ao arquivo de configuração para especificar o nó (workerN), o processo (servicename) e a ID da instância (instanceid), o tipo de porta (porttype) e a porta a ser usada. O formato é semelhante a este:

workerN.{servicename}_{instanceid}.{porttype}.port:X

Onde:

  • workerN é um parâmetro opcional e identifica o nó ao qual o remapeamento se aplica. Os números de nó começam com zero (0).
    Recomendamos não incluir este parâmetro, a menos que precise mapear diferentes portas para um mesmo serviço em nós diferentes. Se deixar esse parâmetro desativado, poderá mapear uma porta de serviço no nó inicial ou mapear a mesma porta de serviço em vários nós.
  • servicename é o nome do processo ou serviço que usará a porta.
  • instanceid é a instância do processo. Se for configurar várias instâncias de um processo em um nó, precisará incrementar esse valor para cada instância. Comece a instanceid em zero (0) e incremente-a em um (1) para cada instância do processo. Para serviços que instalam somente uma única instância em um determinado nó, isso deve ser desativado.
  • porttype If setting the primay port, do not include this option.
  • port is the port the process or service should use.

Por exemplo, para definir a porta da primeira instância do processo de armazenamento de arquivos no nó inicial para 8500, você deve incluir uma entrada do arquivo de configuração semelhante a esta:

"configKeys": {
"filestore_0.port: "8500"
}

O exemplo acima não inclui o parâmetro workerN opcional, por isso define a porta em todos os nós no cluster. Também não inclui a opção porttype, porque define a porta principal do armazenamento de arquivos.

Importante: ao especificar as alterações de porta com um arquivo de configuração, você deve incluir o parâmetro --force-keys com o comando tsm settings import.

Configuração de portas depois da instalação

Se precisar alterar portas depois da instalação do Tableau Server, use o comando tsm topology set-ports. Essa abordagem permite especificar uma porta para um processo específico após a instalação do processo. Você está restringido pelos seguintes limites:

  • Você deve definir as portas individualmente em cada nó.
  • Após definir uma porta individual, e´necessário executar o tsm restart.
  • The port assignments are not preserved if you need to import a Tableau Server configuration using tsm settings import.
  • Os nomes de porta usam uma sintaxe diferente para comandos do tsm do que a sintaxe para configKeys. A tabela ao final deste tópico fornece uma referência de sintaxe.

Por exemplo, para definir uma segunda instância do armazenamento de arquivos no nó inicial para usar a porta 8500:

tsm topology set-ports --node-name node1 --port-name filestore --port-value 8500 --instance 2

O exemplo a seguir mostra como usar comandos abreviados para definir as portas JMX:

tsm topology set-ports -n node1 --port-name vizqlserver:jmx.rmi -pv 9403 -i 1

tsm topology set-ports -n node1 --port-name vizqlserver:jmx -pv 9404 -i 2

Observação: as entradas de porta não são validadas ao inserí-las. Dessa forma, se usar uma porta já atribuída ou se digitar a sintaxe de um comando de forma errada, o Tableau não apresentará o erro até que reinicie. Após reinicializar, poderá ocorrer o erro genérico: Falha na tarefa async ed reconfiguração.

Caso adicione um portname:type incorreto com uma porta válida, não será possível excluir a entrada incorreta. Para atualizar a porta, é necessário reatribuir uma porta não usada a esse valor para liberá-la novamente.

Portas que não estão mapeadas dinamicamente

O repositório do Tableau Server usa duas portas que não estão mapeadas dinamicamente. Cada uma tem uma porta padrão que pode ser substituída usando o comando tsm configuration set e um parâmetro específico do processo.

Nomes de porta Porta (padrão) Descrição
pgsql.port 8060 Porta para o repositório do Tableau (banco de dados PostgreSQL).

Para substituir esta porta:

tsm configuration set -k pgsql.port <port>

pgsql.verify_restore.port 8061 Porta para verificar a integridade de um backup de repositório.

para substituir esta porta:

tsm configuration set -k pgsql.verify_restore.port <port>

Como essas portas não usam o sistema de mapeamento dinâmico de portas, elas não são mostradas na saída do comando tsm topology list-ports. Para ver o valor delas, é necessário usar o comando tsm configuration get -k <config.value>. Por exemplo:

tsm configuration get -k pgsql.port

Portas mapeadas dinamicamente

Esta tabela lista os processos ou serviços que usam portas mapeadas dinamicamente.

Nomes de porta: sintaxe para arquivo json (configKeys) Nomes de porta: sintaxe para tsm CLI  Descrição
appzookeeper_0.client.port appzookeeper:client Porta de cliente do Serviço de coordenação.
appzookeeper_0.peer.port appzookeeper:peer Porta com par do Serviço de coordenação.
appzookeeper_0.leader.port appzookeeper:leader Porta líder do Serviço de coordenação.
backgrounder_0.port processador em segundo plano Porta principal do processador em segundo plano.
backgrounder_0.debug.port backgrounder:debug Porta de depuração do processador em segundo plano.
backgrounder_0.jmx.port backgrounder:jmx Porta jmx do processador em segundo plano. 
backgrounder_0.jmx.rmi.port backgrounder:jmx.rmi Porta jmx rmi do processador em segundo plano.
backgrounder_0.recommendations.trainer.port backgrounder:recommendations.trainer Porta de recomendações do processador em segundo plano.
backuprestore.port backuprestore Porta do serviço de backup/restauração.
cacheserver_0.port cacheserver Porta do servidor de cache.
clustercontroller.status.port clustercontroller:status Porta de status do controlador do cluster.
clustercontroller.storage.port clustercontroller:storage Porta de armazenamento do controlador do cluster.
databasemaintenance.port databasemaintenance Porta de manutenção do banco de dados.
dataserver_0.port dataserver Porta principal do servidor de dados.
dataserver_0.debug.port dataserver:debug Porta de depuração do servidor de dados.
dataserver_0.jmx.port dataserver:jmx Porta jmx do servidor de dados.
dataserver_0.jmx.rmi.port dataserver:jmx.rmi Porta jmx rmi do servidor de dados.
filestore.port filestore Porta principal do Armazenamento de arquivo.
filestore.status.port filestore:status Porta de status do Armazenamento de arquivo.
gateway.port gateway Porta de gateway. Isso retorna ao padrão 80 e, se não estiver disponível, assume 8080. Se não estiver disponível, tentará 8000. Essa sequência é seguida com a atribuição dinâmica de porta habilitada ou não. Se nenhuma dessas portas estiver disponível e o mapeamento dinâmico estiver habilitado, ele assume uma porta disponível dentro do intervalo definido. A porta de gateway deve ser idêntica em todos os nós de um cluster com vários nós, portanto, se a porta 80 for selecionada no nó inicial, esta será a porta usada em todos os nós e, se ela estiver indisponível em um dos outros nós, ocorrerá uma falha na seleção da porta de gateway
hyper.port hyper Porta principal do processador de dados.
hyper.connection.port hyper:connection Porta de conexão do processador de dados.
licenseservice.vendor_daemon.port licenseservice:vendor_daemon Porta daemon do fornecedor de serviços de licenciamento. Usada para comunicações relacionadas ao licenciamento entre nós, em uma instalação de vários nós.
samlservice.port samlservice Porta do serviço SAML.
searchserver.port searchserver Porta principal do servidor de pesquisa.
searchserver.debug.port searchserver:debug Porta de depuração do servidor de pesquisa.
searchserver.jmx.port searchserver:jmx Porta jmx do servidor de pesquisa.
searchserver.jmx.rmi.port searchserver:jmx:rmi Porta jmx rmi do servidor de pesquisa.
searchserver.startup.port searchserver:startup Porta de inicialização do servidor de pesquisa.
siteimportexport.port siteimportexport Porta de importação/exportação do site.
tabadmincontroller.port tabadmincontroller Porta do Controlador TSM.
tabadminagent.columbo.port tabadminagent:columbo Porta de descoberta de serviço do Agente de administração
tabadminagent.filetransfer.port tabadminagent:filetransfer Porta de transferência de arquivo do Agente TSM.
vizportal_0.authentication.port vizportal:authentication Porta de autenticação do servidor de aplicativos.
vizportal_0.authorization.port vizportal:authorization Porta de autorização do servidor de aplicativos.
vizportal_0.maintenance.port vizportal:.maintenance Porta de manutenção do servidor de aplicativos.
vizportal_0.microservice.extensions.port vizportal:.microservice:extensions Porta de extensões do servidor de aplicativos.
vizportal_0.monolith_grpc.port vizporta:monolith_grpc Porta GRPC do servidor de aplicativos.
vizportal_0.publishing.port vizportal:publishing Porta de publicação do servidor de aplicativos.
vizportal_0.recommendations.port vizportal:recommendations Porta de recomendações do servidor de aplicativos.
vizportal_0.port vizportal Porta principal do servidor de aplicativos.
vizportal_0.debug.port vizportal:debug Porta de depuração do servidor de aplicativos.
vizportal_0.jmx.port vizportal:jmx Porta jmx do servidor de aplicativos.
vizportal_0.jmx.rmi.port vizportal:jmx.rmi Porta jmx rmi do servidor de aplicativos.
vizqlserver_0.port vizqlserver Porta principal do servidor VizQL.
vizqlserver_0.debug.port vizqlserver:debug Porta de depuração do servidor VizQL.
vizqlserver_0.jmx.port vizqlserver:jmx Porta jmx do servidor VizQL.
vizqlserver_0.jmx.rmi.port vizqlserver:jmx.rmi Porta jmx rmi do servidor VizQL.

 

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